Um dia, eu troquei São Paulo por Belém.
Agora, eu conto como é a vista aqui do alto.

 

Quando vale a pena jogar tudo pro alto

Paisagem em Algodoal (PA) - foto de Henrique Manreza

Jogar tudo para o alto e partir em uma aventura, aberto ao desconhecido, é um desejo recorrente de muita gente que eu conheço. Imagino que, em um ou em vários momentos da vida, quase todo mundo tem vontade de entrar em um avião, olhar pela janelinha e dizer “tchau, emprego, casa, namoro, vou ver o que há pelo mundo e volto quando eu estiver mais leve”.

Nem sempre dá, nem sempre temos coragem e nem sempre vale a pena. A vida também é feita de responsabilidades, de estabilidade, de tédio. Ficar onde se está e tentar fazer a vida melhor pode ser até mais corajoso do que partir.

Ainda assim, mesmo sabendo que idealizamos demais a ideia do “cair na estrada sem destino”, não dá uma certa empolgação e até uma admiração, quando vemos histórias de gente que topou viver o desconhecido e acabou fazendo disso algo interessante? Esse é o caso do Henrique Manreza, um fotógrafo excelente e gente boa ao extremo, que há alguns meses está encarando uma longa viagem pela Amazônia, em um projeto pessoal inspirado: o cara quer fotografar a felicidade.

O Henrique tinha a ideia de ir atrás de gente simples do Norte do Brasil para entender o que é a felicidade para elas. Planejou a viagem e fez o que foi preciso: deixou o emprego em um grande jornal de São Paulo, vendeu a casa na Vila Mariana e partiu. Começou por Roraima e foi avançando em direção ao Pará. Andou de barco, carro, avião, conheceu pessoas incríveis, viu paisagens impressionantes e já escreveu uma porção de histórias sobre as descobertas que fez.

Nas últimas semanas, ele tem andado aqui por Belém. Foi ao Ver o Peso e a Marajó, mas também caminhou sem destino certo, sentindo a cidade, observando as pessoas. Virou um paraulistano temporário.

O bacana é que conversando com o cara, dá pra perceber que ele não vai atrás apenas de histórias para o site ou de fotos para o projeto. Ele de fato passa uns dias com as pessoas, senta-se à mesa com elas, escuta mesmo o que elas têm a contar. É um cara aberto a entender os outros. E não tem nada mais necessário no mundo do que gente assim.

Para saber mais da viagem do Henrique, visite o blog dele.

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